A diferença entre criticar e dar um feedback
Aprender a fazer e a receber críticas é complicado. Se interpretarmos como ataque qualquer comentário que não seja
agradável, descartaremos qualquer coisa útil que o crítico possa ter a nos dizer. Mas levar toda crítica a sério também
não é benéfico.
A crítica não construtiva, além de acusatória, pode fazer julgamentos, rotular, pregar sermões, dar aula de moral e até
ridicularizar. Já o
feedback, termo em inglês que pode ser traduzido por “dar um retorno ou discutir a situação”, se
concentra em oferecer informações concretas para motivar a pessoa que as recebe a rever seus comportamentos.
A crítica, se malfeita, frequentemente inclui ordens e ultimatos, fazendo com que a pessoa que a ouve fique na defensiva,
o que compromete seu desempenho. No processo de
feedback, ao contrário, o que se espera é que a pessoa perceba as
vantagens de promover mudanças em sua maneira de ser.
Um exemplo pode ser dado por Darren Gurney, treinador de equipes de beisebol, que descobriu que é mais produtivo
pedir que o jogador analise o que poderia ter feito melhor durante a partida do que apenas apontar seus erros.
Especialistas dizem que, na hora da crítica, o primeiro passo é ouvir com calma o que é dito, em segundo lugar é
importante determinar o que é válido ou não, pois algumas críticas não têm fundamento e, por último, devemos
reconhecer a necessidade de mudanças e buscar o autoaperfeiçoamento.
(Alina Tugend, The New York Times, 05.10.2009. Adaptado)
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